terça-feira, setembro 05, 2006

O hospício da mãe dos homens (*)

Esse mau cheiro
não vem daqui
não percebeu
que o vento sopra
de lá p´ra cá?

Você me acusa
de coisas que eu não sou
você me acusa
de coisas que eu não fiz
Você me acusa
de coisas que eu não sei

Meu coração
é tão pequeno
não caberá
tantos amores

Eu não pedi
p´ra vir
p´ra este mundo
Se estou aqui
não foi porque eu quis

Não percebeu
que já faz tempo
que eu saí de casa?

Feche as janelas
p´ra descobrir
se o meu tremor
é apenas frio
ou puro medo

Em todo mal
tem um pouco de bem
em todo bem
tem um pouco de mal
Onde é que está
a Mata Atlântica?

Tem quem goste
do cheiro do mato
mas, eu prefiro
cheiro do asfalto

Minha senzala
vai ser enorme
e eu vou ser
todos os senhores

E as drogas por mais
mortais que sejam
São tão vitais,
pros que festejam

-Na minha rua
tem uma casa
onde só vivem
pessoas loucas

-Na minha rua
tem uma casa
onde só vivem
loucas pessoas

-Na minha rua
tem uma casa
onde não vive
mais ninguém

Ainda tem gente
sob os escombros
e amanhã
tem outra busca...

(*) O Hospício da mãe dos homens é um título de um quadro, uma pintura...não sei o nome do autor...

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