terça-feira, julho 18, 2006

As coisas boas que faço

As coisas boas que eu faço
Você faz pouco caso
E as coisas lindas que escrevo
Eu mesmo finjo que leio
Mas nem percebo
E nem vejo
O poder por trás dos olhos
E mergulho
Por trás de absurdos
E nos arbustos
Estão outros escuros
Que metem medo
Até nos meus segredos
Mas nem percebo
Ou finjo que não vejo
Me estrangulo
E vou pulando muros
Que absurdo!
Eu vejo o futuro
Recrimino
A linha do destino
E desfaço
Aquele meu traçado
Abomino
Todo e qualquer respingo
Na retina
Que cega e contamina
Impossível
Ser muito presumível
Indevido
A falta de abrigo
Escorrego
No colo do meu ego
E escrevo
Frases que nem leio
Nem percebo
Que esse é o meu medo
Faço um caso
Das coisas que não faço
E acabo
Sem ter nenhum respaldo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi Peixee Grande, ou deveria dizer Poeta Grande. E o poeta ainda procura as coisas boas que faz, ou finge que não lê. Bom se o poeta n lê tem q o leia e o dê respaldo. Sua poesia tem ritmo, musicalidade. Bom eu tô falando mesmo de quem do poeta ou do Peixe Grande?(rssss). Ah, deixa pra lá, só sei q vc tem talento, assim nós podemos te explorar para vc escrever no nosso jornal, um editorial, uma poesia. Agora que raios vc foi fazer um blog num blogger todo em inglês. Bj. Até sábado.

Anônimo disse...

Ah, ia esquecendo. Tem um escritor famoso, o Grabriel Garcia, que diz que não lê nada que escreve com medo de se arrepender depois. Quando li seus versos me lembrei dele, mesmo q n seja o seu caso, a sua poesia me remeteu a ele.
Tchau

Espécie Perpétua.

 Eu sempre pensei em ter um filho  Porque me diziam que assim eu iria perpetuar a minha espécie  Mas que sujeito pretensioso que sou  Pensar...