quinta-feira, julho 27, 2006

Mais raiva do que medo (*)

Me imagine falando p´ra você
com raiva, com sentimento
não, não é de você
que eu tenho raiva
mas de pessoas
que se aproveitam de uma falha,
para te apontarem o dedo
e te acusam mais e mais
e falam que você é sempre assim
e esquecem de tudo que você já fez.
Se você já foi 99 de bom,
o que se destaca é só o 1 ruim.

Não há interesse nas suas idéias boas
não há importância nas suas sacadas novas
o que é importante é sua falha tola
o que realmente não importa
é quando Inés é morta
Tudo o que passou, passou...
Desculpe aqui este desabafo
mas é aqui que estraçalho
vai ser aqui que eu vou mudar o mundo
vai ser aqui que eu vou ser rei de tudo

É raiva mesmo
e não me envergonho disto
Não sinto ódio , nem sinto medo.
Mas me sinto preso.

Você acha que tudo que todos fazem você vai saber?
Não dá pra manter o controle de tudo
nem dá para todos te darem satisfações

As pessoas tem que decisões próprias
as decisões podem ser certas ou erradas
dependendo do ponto de vista
Todos tem opiniões
todos tem visões
todos são diferentes
todos podem ser dementes
todos são dependentes

Tenho raiva, e é bom sentir
melhor do que passar batido
vou mostrar que estou certo
um dia tudo será revisto

(*) Mais raiva do que medo é também o título de uma música e de um disco da banda Plebe Rude.

sexta-feira, julho 21, 2006

Ódio?

Que palavra mais triste
Antítese do amor,
Contrária a tudo
O que há de melhor.
Pobre, feia, desnecessária.
Se não gosta de algo
Apenas diga que não gosta
Somente torne–se indiferente.

Odiar por que?

Deveria ser abolida Dos dicionários.
Ela e seus derivados.
Deveria ser proibida
A conjugação do seu verbo.
E castigados com muito amor
os que insistissem em pronunciá-los.

Odiar por que?

Tente compreender
O que você não gosta.
E mantenha distância,
Se realmente te incomoda.
Marginalize, mas não extremize.
Não exponha a todos
este sentimento ruim
Não cultive e muito menos colha.
Não pronuncie, nem escreva.
Não e nunca tão intenso.
E nem tão emocional.
Tão pouco excessivamente sentimental...
Nem de brincadeira.

Não goste, mas odiar por que?

terça-feira, julho 18, 2006

As coisas boas que faço

As coisas boas que eu faço
Você faz pouco caso
E as coisas lindas que escrevo
Eu mesmo finjo que leio
Mas nem percebo
E nem vejo
O poder por trás dos olhos
E mergulho
Por trás de absurdos
E nos arbustos
Estão outros escuros
Que metem medo
Até nos meus segredos
Mas nem percebo
Ou finjo que não vejo
Me estrangulo
E vou pulando muros
Que absurdo!
Eu vejo o futuro
Recrimino
A linha do destino
E desfaço
Aquele meu traçado
Abomino
Todo e qualquer respingo
Na retina
Que cega e contamina
Impossível
Ser muito presumível
Indevido
A falta de abrigo
Escorrego
No colo do meu ego
E escrevo
Frases que nem leio
Nem percebo
Que esse é o meu medo
Faço um caso
Das coisas que não faço
E acabo
Sem ter nenhum respaldo.

Espécie Perpétua.

 Eu sempre pensei em ter um filho  Porque me diziam que assim eu iria perpetuar a minha espécie  Mas que sujeito pretensioso que sou  Pensar...