segunda-feira, abril 16, 2007

Verdadeiro(Natureza Morta)















Por que se esconde atrás de pseudônimos?
Máscaras são falsas
Não percebestes isto?

Me diz teu verdadeiro nome
não me escondes se tens fome
Fala-me a verdade
Jura-me tuas vontades
Não simules falsos desejos
Diga-me do que tens medo

Tira esta fantasia
assina tua própria sina
Escreve teu próprio livro
Suga teu livre arbítrio
Bebe teu próprio sangue
mantenha seu mesmo nome
mas muda o que é sem dono.

Mostra-me tua verdadeira face
Faz-me teu carrasco e mártir
Cria seu próprio discurso
Mente, se este for teu escudo
Mas assuma este erro imundo
Desonesto é ser e morrer puro
Busca o teu prato raso
mate, se for seu agrado

Desaperte seus passos folgados
Desnude-se deste véu ingrato
busque então novos hiatos
Diz teu verdadereiro nome
mostra-me teu incorreto erro
Conta-me do que é que tu tens medo...

O que nos acontece? ( Esta é uma poesia de minha Tia Lygia Paim )

Se nos amamos, o que nos acontece
Quando desconhecemos a natural suavidade
Que reservamos no fundo d”alma, como um presente?
Se nos amamos tanto, por que trazemos a calamidade
Como um traço de desunião, ternura ausente?
Se nos amamos tanto, por que é tão frustrante
O encontro desejado, tão meigo e ofegante
Que escapa ao sonho da realidade mais premente?

Se imagino a lua, por que a escuridão se intromete?
Se me dou inteira, por que retalho a dádiva que espero?
Como pode o contraste ser mais puro que a cor?
Se escrevo um pensamento com dourado
Por que o encontro fica dorido e serpenteado?
Se me ponho em alegria, em desaviso,
Por que a chegança embrutece com furor,
E a tempestade surpreende com granizo?

As vezes penso, que o amor transborda
O coração se perde, não dá conta,
De bombear a emoção contida
Uma fisiologia da própria ferida...
Por que regride coração aflito?
Por que tem medo de soltar seu grito?
E amar sem trégua, livre, sem medida,
Assim suave, manso, sem partida...


Se imagino o sonho, por que o pesadelo?
Como posso distinguir assim meu elo?
Se confundo dor e amor, há algo errado...
Bombeia coração, reviva seu passado,
Mas não impeça meu futuro-hoje;
É que amanhã foi ontem... e sumiu,
Meu coração vacilou, foi “cão-sem-dono”...
Mas bem-querer... se faz em pleno outono!

Silencio a dor que causada, causo...
Recomponho a paz ;embora, tão minguante
Momentos viva eu, em outros, me enterre;
Procuro o compromisso, no afã de ser-feliz
Este me vem,me escapa, fere, em solidez...
Se seu amor , como diz, é tão possante,
Por que não chega veloz, em forma de gigante?
Com a missão de acabar com a minha sozinhez?

Espécie Perpétua.

 Eu sempre pensei em ter um filho  Porque me diziam que assim eu iria perpetuar a minha espécie  Mas que sujeito pretensioso que sou  Pensar...