segunda-feira, junho 04, 2007

Incerteza


Se trato mal meus olhos
Talvez seja um vontade contida
de um modo inventivo
de me cegar.

Se por algum motivo
não cuido do meu corpo
é porque não me importo
tanto com o gosto,
com o sabor.
E talvez não dou tanto valor.

Se não me preocupo
tanto contigo
não é porque sou seu inimigo
também não me tenha como um amigo
Me veja como um conhecido
Um parecido
com você.


sou incerto, tenho dúvidas
sou a dúvida em carne e osso
Mas se querem uma opinião sobre mim:
Sou um bom moço,
Filho de família,
Pai de família
E nem leio muito a Bíblia.

Tenho muitos defeitos
mas confesso que nem ligo
nunca fui de olhar
pro meu próprio umbigo
Mas me importo(ás vezes)
com o que pensam de mim
se falam mal de mim
se são sinceros comigos
se olham pro meu umbigo
se fazem de mim um fantoche
se aproveitam porque não falo
se aproveitam porque me calo
se aproveitam porque sou fraco
se aproveitam porque eu falho

Mas confesso que nem ligo
não é porque não sou seu inimigo
também não me tenha como amigo
me veja como um parecido
um conhecido seu...

Marlene

Você some?!...
Apareça...
venha cá....
Faça-me uma surpresa...
Me escreve...
Mande-me uma mensagem da sua Veneza...
Que beleza!

já reservei seu lugar aqui na mesa...
do meu lado...
porque mesmo quando estamos separados
ou afastados
é como se voce estivesse aqui
perto de mim...
dentro de mim...
Em minha mente
e em meu coração...

segunda-feira, abril 16, 2007

Verdadeiro(Natureza Morta)















Por que se esconde atrás de pseudônimos?
Máscaras são falsas
Não percebestes isto?

Me diz teu verdadeiro nome
não me escondes se tens fome
Fala-me a verdade
Jura-me tuas vontades
Não simules falsos desejos
Diga-me do que tens medo

Tira esta fantasia
assina tua própria sina
Escreve teu próprio livro
Suga teu livre arbítrio
Bebe teu próprio sangue
mantenha seu mesmo nome
mas muda o que é sem dono.

Mostra-me tua verdadeira face
Faz-me teu carrasco e mártir
Cria seu próprio discurso
Mente, se este for teu escudo
Mas assuma este erro imundo
Desonesto é ser e morrer puro
Busca o teu prato raso
mate, se for seu agrado

Desaperte seus passos folgados
Desnude-se deste véu ingrato
busque então novos hiatos
Diz teu verdadereiro nome
mostra-me teu incorreto erro
Conta-me do que é que tu tens medo...

O que nos acontece? ( Esta é uma poesia de minha Tia Lygia Paim )

Se nos amamos, o que nos acontece
Quando desconhecemos a natural suavidade
Que reservamos no fundo d”alma, como um presente?
Se nos amamos tanto, por que trazemos a calamidade
Como um traço de desunião, ternura ausente?
Se nos amamos tanto, por que é tão frustrante
O encontro desejado, tão meigo e ofegante
Que escapa ao sonho da realidade mais premente?

Se imagino a lua, por que a escuridão se intromete?
Se me dou inteira, por que retalho a dádiva que espero?
Como pode o contraste ser mais puro que a cor?
Se escrevo um pensamento com dourado
Por que o encontro fica dorido e serpenteado?
Se me ponho em alegria, em desaviso,
Por que a chegança embrutece com furor,
E a tempestade surpreende com granizo?

As vezes penso, que o amor transborda
O coração se perde, não dá conta,
De bombear a emoção contida
Uma fisiologia da própria ferida...
Por que regride coração aflito?
Por que tem medo de soltar seu grito?
E amar sem trégua, livre, sem medida,
Assim suave, manso, sem partida...


Se imagino o sonho, por que o pesadelo?
Como posso distinguir assim meu elo?
Se confundo dor e amor, há algo errado...
Bombeia coração, reviva seu passado,
Mas não impeça meu futuro-hoje;
É que amanhã foi ontem... e sumiu,
Meu coração vacilou, foi “cão-sem-dono”...
Mas bem-querer... se faz em pleno outono!

Silencio a dor que causada, causo...
Recomponho a paz ;embora, tão minguante
Momentos viva eu, em outros, me enterre;
Procuro o compromisso, no afã de ser-feliz
Este me vem,me escapa, fere, em solidez...
Se seu amor , como diz, é tão possante,
Por que não chega veloz, em forma de gigante?
Com a missão de acabar com a minha sozinhez?

quinta-feira, março 22, 2007

Cura


Ainda de fato
procuro a cura
desse meu defeito
de só achar o jeito
um tempo depois...

É uma frase que esqueço
um ato falho que cometo
uma ação que desconheço

Queria tanto que hoje fosse ontem
Ou amanhã fosse hoje
Assim não esqueceria
Ou teria mais tempo
para lembrar...

Ainda de fato
vou me curar
desse lapso
de só me lembrar do ato
Um dia depois

Juro que ainda acho
a cura p'ressa falha
dessa mente que encalha
E só solta n'outro dia

Será que sou louco?
Será que sou só eu?
Quem sente também?
Quem mente tão bem?

Queria tanto que hoje fosse ontem
Ou amanhã fosse hoje
Teria mais tempo para lembrar
e não esqueceria...

quinta-feira, março 01, 2007

Aqui eu estou só
Agora eu tô sozinho
Não sinto mais tua falta
Só falta de carinho

Respiro só o amor
e preciso para sempre
e quero os teus lábios
tanto e quanto o seu ventre

Odeio o assédio coletivo
ou idolatria em demasia
todo excesso é um veneno
e quanto mais eu quero mais eu tenho

Espécie Perpétua.

 Eu sempre pensei em ter um filho  Porque me diziam que assim eu iria perpetuar a minha espécie  Mas que sujeito pretensioso que sou  Pensar...